Mortes silenciosas: Décadas depois de contato com amianto, trabalhadores adoecem e obtêm indenizações

Por Mauro Menezes & Advogados - Assessoria de Imprensa ∙ 13 de setembro de 2018

Em reportagem especial do Portal UOL, Fernanda Giannasi, ex-auditora fiscal do trabalho e atualmente consultora na área de saúde, trabalho e meio ambiente do escritório Mauro Menezes & Advogados, contou a trajetória de luta da Associação Brasileira dos Expostos Ao Amianto (Abrea) pelo banimento do amianto no país, e os desafios que os trabalhadores contaminados pela substância enfrentam para obter indenizações na Justiça.

Banimento do amianto

No fim do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o uso do amianto no Brasil. Mais de 70 países já baniram a substância, considerada cancerígena. A decisão do Supremo abriu um novo capítulo no conflito de ex-funcionários contra as empresas que utilizam o amianto.

Indenizações da Eternit

Giannasi falou sobre o número de ações contra o Grupo Eternit, responsável pela contaminação de milhares de trabalhadores no Paraná, na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Temos certeza sobre a nocividade dessa matéria-prima, isso ficou muito claro. As decisões ajudam a criar jurisprudências e trazem respaldo para as outras ações”, disse Fernanda Giannasi, também fundadora da Abrea. Giannasi diz desconfiar que o pedido de recuperação judicial da Eternit seja uma manobra para não pagar as dívidas. “Temos dúvidas sobre a lisura desse processo”, destacou.

Fonte: UOL