Pouco mais de um ano após vigência, Reforma Trabalhista ocasiona queda na contratação por carteira assinada

Por Mauro Menezes & Advogados - Assessoria de Imprensa ∙ 04 de outubro de 2018

De acordo com pesquisa recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), apenas 50.545 empregos foram gerados de maneira formal no Brasil. Os dados são referentes ao balanço de empregos no último mês de Julho. As informações coletadas após a entrada em vigor da Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467) são um reflexo das mudanças atuais e representam uma queda, já que entre os anos de 2014 e 2017 foram cerca de 2,9 milhões de empregos com carteira assinada.

Além da baixa nas contratações, que é bastante preocupante, o estudo ainda apontou que, pós-reforma, contratos para serviços precários passaram a ser reconhecidos judicialmente. Estes competem, em sua maioria, às áreas de menor salário e maior rotatividade: setores do comércio e prestação de serviços. Em adendo, esses setores representam os locais onde houve a maior queda salarial entre admitidos e desligados: cerca de 16,35% a menos, o que, consequentemente, beneficia esse maior fluxo de troca.

As mudanças realizadas, ao contrário do que se esperava, não apenas reduziu o número de empregados, como também, segundo dados da PNAD Contínua, precarizou a atividade profissional no país. Isso porque, além dos menores pagamentos, o trabalhador passou a enfrentar uma perda de direitos frequente, uma vez que o diálogo com os patrões se tornou ainda mais inflexível.

Fonte: Carta Capital