Coreanos fazem protesto contra amianto brasileiro

Por Mauro Menezes & Advogados - Assessoria de Imprensa ∙ 12 de janeiro de 2017

Nesta quarta-feira (11/01), vítimas e ativistas fizeram um protesto contra a exportação brasileira de amianto para a Ásia, na frente da embaixada do Brasil em Seul, na Coreia do Sul. O Brasil é o terceiro maior exportador do material para os coreanos, ficando atrás apenas da Rússia e Cazaquistão.

“O país está sendo visto em várias partes do mundo como promotor do racismo ambiental. Trata-se de uma verdadeira catástrofe sanitária do século XX. Nossos legisladores precisam tomar uma atitude urgente para que este material cancerígeno não condene mais trabalhadores ao leito de morte”, afirma Fernanda Giannasi, consultora em meio ambiente do trabalho do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados e representante da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA).

Atualmente, 69 países no mundo já baniram definitivamente o amianto, substância reconhecida como cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade estima que 125 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo estão expostos ao amianto e que mais de 107 mil trabalhadores morrem por ano em decorrência de doenças relacionadas à exposição ao material.

No Brasil, oito estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina e Amazonas -, além de algumas cidades como a Capital paulista, têm leis que proíbem o uso de produtos, materiais ou artefatos que contenham fibras de amianto na sua composição.

E essas leis estão sendo questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF) pela indústria do amianto, pois existe uma lei federal de 1995 que autoriza o uso do amianto branco, também chamado de crisotila, para fabricação de materiais de construção como telhas, caixas d’água e divisórias, além de pastilhas de freio para carros.

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