Mulheres recebem 17% a menos que homens na América Latina e no Caribe

Por Mauro Menezes & Advogados - Assessoria de Imprensa ∙ 18 de setembro de 2019

O relatório “Mulheres no mundo do trabalho: desafios pendentes em direção à equidade efetiva na América Latina e no Caribe”, publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no último dia 27, aponta que as mulheres latino-americanas e caribenhas recebem 17% a menos que os homens de mesma idade que realizam o mesmo tipo de trabalho, têm o mesmo grau de escolaridade e vivem na mesma região. No Brasil, a diferença é ainda maior: as mulheres recebem 25% a menos do que os homens, tanto no mercado formal quanto no autônomo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 2018 dados que mostram que a dupla jornada de trabalho ainda é um obstáculo à mudança desta situação. Mesmo com o crescimento do número de mulheres formadas no ensino superior, em 2018, a taxa de participação delas no mercado de trabalho foi quase 20% menor, o que corrobora o relatório da OIT, que mostra que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho é de 52,3%, enquanto a masculina é de 72%.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

De acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), é meta global até 2030 garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política e econômica. Além disso, adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas, em todos os níveis sociais.

Os ODS são um conjunto de 17 metas globais estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Elas abraçam questões de desenvolvimento social e econômico, como fome, saúde, educação, aquecimento global e igualdade de gênero, desenvolvimento das comunidades, entre outros assuntos. Saiba mais: agenda2030.org.br